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10 passos para aumentar as chances de sobrevivência em casos de parada cardíaca súbita

Saiba como implementar as práticas recomendadas dos programas de serviços médicos de emergência

1

Estabelecer um registro de paradas cardíacas

Um registro de paradas cardíacas é a essência da avaliação. A avaliação contínua determinará se a implementação de mudanças gera melhorias e ajudará você a identificar outras etapas a serem aprimoradas. Um registro calcula mais do que se um paciente vive ou morre, mas todos os aspectos relacionados ao tratamento.

2

Iniciar o treinamento de RCP por telefone com aprimoramento da qualidade

Os atendentes da central de emergência são o primeiro elo na cadeia de sobrevivência. Muitas centrais de emergência têm protocolos estabelecidos, mas não oferecem RCP por telefone (RCP-T). A identificação da parada cardíaca e a realização da RCP-T para ajudar as testemunhas demonstraram aprimorar os resultados.

3

Implementar RCP de alto desempenho

RCP de alto desempenho é desempenho em equipe de alta qualidade. A qualidade da RCP é tão importante para a sobrevivência quanto o intervalo entre a parada e o início da RCP. Programas de treinamento contínuo e aprimoramento de qualidade são recomendações importantes para garantir uma RCP de alto desempenho.

4

Iniciar atendimento rápido pela central de emergência

Com uma queda de 10% na chance de sobrevivência a cada minuto de atraso na RCP e desfibrilação, o atendimento rápido dos serviços de emergência pode aumentar de 5 a 10% a taxa de sobrevivência em uma comunidade sem equipes ou recursos adicionais. É fundamental haver uma lista clara de incidentes/sintomas usados para iniciar o atendimento rápido e para contabilizar o tempo do atendimento. A primeira menção de um sintoma crítico exige atendimento imediato.

5

Mensurar as ressuscitações profissionais

O dispositivo de gravação do desfibrilador cria um registro digital que fornece informações úteis para reconstruir os eventos. Dados segundo a segundo sobre o ritmo cardíaco e a RCP sincronizada com gravações digitais de voz possibilitam que todo o evento cardíaco seja avaliado e usado como fonte de aprendizado. 

6

Estabelecer um programa de DEA para socorristas

Profissionais de segurança pública ou outros socorristas, como a polícia e outras equipes de segurança, têm o potencial de aumentar as taxas de sobrevivência em caso de parada cardíaca. Algumas comunidades que estão adotando o uso de desfibrilação pela polícia têm apresentado grandes melhoras na sobrevivência. Para que isso tenha sucesso, deve haver apoio total da polícia e dos serviços de emergência e todo policial deve ser ensinado presencialmente, em vez de participar de treinamento com vídeo ou pela Web.

7

Usar tecnologias inteligentes para ampliar a RCP e identificar locais de DEA

A resposta à parada cardíaca é um trabalho em equipe. As tecnologias inteligentes são úteis para alertar os socorristas voluntários sobre uma parada cardíaca na área e para identificar a localização do DEA mais próximo. A possibilidade de um voluntário chegar ao local antes da equipe de emergência aumenta a probabilidade de sucesso.

8

Tornar o treinamento em RCP e DEA obrigatório em escolas e comunidades

Uma população universalmente treinada em RCP tem o potencial de dobrar as taxas de sobrevivência. Em muitos países, o treinamento obrigatório em RCP já faz parte do currículo escolar há muitos anos. Nos Estados Unidos, 34 estados tornaram o treinamento em RCP um requisito para a conclusão no ensino médio. Isso significa que mais de 2 milhões de alunos recebem treinamento em RCP todos os anos.

9

Prestar contas

Um relatório anual de desempenho dos serviços médicos de emergência é a melhor forma de prestar contas à comunidade. Um sistema que seja transparente em relação ao seu desempenho compartilha informações vitais. As informações podem ser usadas para promover a organização, se os resultados forem positivos. Se os resultados não forem positivos, as informações podem ser usadas para motivar os líderes da comunidade e políticos a investir no aprimoramento.

10

Estabelecer uma cultura de excelência

Criar e estimular uma cultura de excelência é a etapa mais difícil. Uma cultura de excelência é uma conscientização implícita percebida pelos membros da organização de que expectativas altas e alto desempenho definem o padrão de atendimento. Ela requer liderança com uma visão decidida e um plano de longo prazo. Manter uma cultura de excelência exige aprimoramento de qualidade constante.

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